O Olho de Homero
Tenho um olho bom
que é pras coisas que se mostram
– o olho cego é pr’aquilo que não se vê.
Na cegueira do meu olho,
que é poesia,
vejo o teu corpo nu a se render.
Call
Pegou um pote limpo
e guardou vida para amanhã:
a vida apodreceu enquanto ele dormia.
Tragédia dos dias:
eles não atendem por seus nomes
– ele chamou, mas os dias não voltaram.
Punk
Eu não sei sofrer,
Eu só sei dançar.
Isaac Souza. Poeta nascido em Goiânia – GO e radicado em Caxias – MA. Historiador e músico, é guitarrista/vocalista da Banda Casino Quebec, autor de “Cidade de Cristal: estratégias de evasão do tempo na escrita de caxienses (1914 – 1936)”, autor e organizador em “Cartografias Invisíveis: saberes e sentires de Caxias”, um dos idealizadores da Academia Fantaxma, da Sociedade do Rock e mantém o blog Velho Bardo (velhobardo.online).
Olá! Aqui é o Isaac Souza. Muito obrigado pelo reconhecimento e pela publicação. Que a poesia nos dê sempre sua companhia.